Vira-lata que ganhou ‘casa própria’ recebe lâmpada aquecedora para enfrentar o frio; veja cuidados com pets no inverno
21/05/2026
(Foto: Reprodução) Vira-lata que ganhou ‘casa própria’ tem lâmpada aquecedora instalada para proteção no frio
Após conquistar a "casa própria", a vira-lata Dalila ganhou mais uma melhoria no imóvel. Os tutores de Boituva (SP) instalaram uma lâmpada aquecedora para proteger a cadela durante o inverno. A casinha também recebeu nova pintura e decoração. Confira o resultado no vídeo acima.
Além do aquecedor, o espaço conta com telhado deslizante, forro, paredes de tijolo e pintura personalizada. A tutora Aline Duarte Freitas, de 24 anos, contou que a ideia da proteção térmica surgiu após perceberem que, apesar de a casinha ser fresca no verão, ela ficava muito gelada nos dias de temperaturas mais baixas.
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“A Dalila já tem a caminha dela e três cobertores lá dentro, mas para garantir o conforto total e a saúde dela nas noites mais frias, decidimos que o aquecedor seria o toque final de cuidado que faltava”, comenta Aline.
Para manter o conforto térmico, Aline e o marido, Luan Oliveira Freitas, de 31 anos, instalaram um equipamento usado também para répteis. Para evitar o contato direto da cadela com a lâmpada, o casal colocou um lustre de proteção ao redor e conectou um termostato, que permite controlar a temperatura do ambiente.
Cadela ganha 'casa própria' no interior de SP e etapas da obra viralizam nas redes sociais
Reprodução/Redes Sociais
Antes da instalação, o casal pesquisou sobre o uso desse tipo de aquecimento para garantir a segurança de Dalila dentro da casinha. Por isso, o equipamento foi isolado para evitar riscos de queimaduras ou outros acidentes.
“Esse aparelho tem um sensor que fica dentro da casinha e mostra qual é a temperatura dentro. Por ele, nós conseguimos programar e ajustar. A lâmpada de cerâmica funciona emitindo calor infravermelho por radiação, aquecendo o ambiente e o corpo do animal de forma uniforme, sem emitir nenhuma luz. Isso é ótimo porque não atrapalha o ciclo de sono e o descanso noturno da Dalila’, explicou a tutora.
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Aline conta que o imóvel antigo da Dalila não oferecia conforto ou segurança, e que nos dias de frio ou chuva forte, ela precisava ficar dentro da casa dos tutores. Mas agora o cenário é outro: a vira-lata é a mais nova proprietária orgulhosa de sua casa.
“Ela simplesmente adorou, se sentiu a verdadeira dona do pedaço. Virou uma brincadeira nossa. A gente pergunta: ‘cadê sua casa, Dalila? Mostra para a gente’, e ela sai correndo, entra na casinha e fica lá dentro, toda metida, orgulhosa e feliz mostrando o espaço dela. A adaptação foi imediata. Assim que ela percebeu que era dela, nunca mais quis saber da casinha antiga”, compartilhou Aline.
Apesar de a casinha ficar no quintal da residência de Aline e Luan, o casal busca garantir conforto e aconchego para Dalila. No espaço, a cadela tem uma cama e três cobertores.
“A Dalila só dorme fora de casa. Nós acreditamos muito na importância de tratar cachorro como cachorro, respeitando a natureza e o espaço dela. Isso faz uma diferença enorme para a saúde mental do animal: ajuda a criar independência, evita problemas comuns como a ansiedade de separação e deixa o cão mais seguro e equilibrado”, citou.
A Dalila foi adotada pelo casal de Boituva após ser vista em uma feira de adoção
Arquivo pessoal/Aline Duarte Freitas
🧣🐶 Cuidados necessários nos dias frios
Com a chegada do período mais frio do ano, tutores reforçam os cuidados para manter os pets aquecidos. Muitos animais ainda vivem em áreas externas das casas e ficam mais expostos às baixas temperaturas.
O g1 conversou com a veterinária Giovanna Del Cistia que explicou formas de proteger os animais do frio e alertou para os cuidados necessários com a saúde dos pets.
“Pode sim usar o aquecedor de cerâmica desde que se tenha alguns cuidados, como: manter em um local que o cachorro não alcance, sem contato direto, tomando cuidado com fios e eletricidade em geral. O ideal é que seja um aquecedor com regulagem da temperatura para evitar superaquecimento”,
Segundo a médica veterinária, os animais podem sentir frio a partir dos 15°C
Arquivo pessoal/Gabriely Ramos
A especialista explica que os animais começam a sentir frio a partir dos 15°C. Em temperaturas iguais ou inferiores, o ideal é mantê-los dentro de casa. Quando isso não for possível, os tutores devem oferecer cobertores e colchões para aquecer os pets.
“Os animais peludos costumam ter uma proteção térmica maior, porém eles também podem sentir frio e devem ser protegidos da mesma forma. O animal com frio, geralmente, vai ficar mais quieto e procurar lugares para se aquecer”, explica.
Manter o pet aquecido, oferecer uma alimentação adequada e manter a vacinação em dia também são cuidados importantes durante o período de baixas temperaturas
Larissa Pandori/g1
Com a queda das temperaturas, alguns pets também podem apresentar sintomas de doenças relacionadas ao frio. Segundo a veterinária, há aumento de casos de doenças respiratórias e gripes, além da intensificação de dores em animais com artrite ou artrose.
“A falta de apetite ou animal muito quieto pode ser sinal de dor. Deve-se ficar atento a secreções nasais ou oculares e alterações respiratórias como tosse, espirro ou animal ofegante”, alertou a especialista.
Orientações
Para os animais que não gostam de banho, a notícia é boa: a veterinária orienta que os tutores evitem banhos em dias frios, deixando-os apenas para situações realmente necessárias.
Nesses casos, o recomendado é usar água morna e secar bem o pet, sem utilizar secadores muito quentes para evitar irritações na pele. A especialista também orienta evitar passeios nos horários mais frios do dia, como pela manhã e no início da noite, além de manter os animais agasalhados.
Ainda segundo a veterinária, manter o pet aquecido, oferecer uma alimentação adequada e manter a vacinação em dia também são cuidados importantes durante o período de baixas temperaturas.
🐈 'No frio ficam mais carinhosos'
O aconchego já faz parte da rotina de Gabriely de Sousa Ramos, de 21 anos, moradora de Iperó (SP). Ela é tutora dos gatos Kali, de 2 anos, e Chico, de 1 ano, e percebe que os animais ficam mais carinhosos nos dias frios.
“Os dois dormem de cobertores e sempre que está frio eles gostam de contato físico”, disse.
No quarto de Gabriely há um aquecedor, e, para manter uma temperatura mais agradável, ela mantém portas e janelas fechadas. Pela casa, os gatos também contam com tapetes que ajudam no equilíbrio térmico.
“No frio eles ficam mais carinhosos, gostam mais de contato humano para se aquecerem e passeiam menos pela casa”, comentou Gabriely.
Em Iperó, a tutora dos gatos busca mantê-los aquecidos com o uso de cobertores e um aquecedor
Arquivo pessoal/Gabriely Ramos
*Colaborou sob a supervisão de Larissa Pandori
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